segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tadeu Veneri afirma que "Oposição" cobrará o cumprimento das promessas de Richa

Com informações do Paraná On Line



O deputado Tadeu Veneri (PT) admite que em baixo número, a oposição
 terá pouca margem de manobra, o que não a impedirá de cobrar promessas de
 campanha do governador, como reajustes salariais para professores e policiais. (IS)




“Não tem um deputado que não queira entrar na base. Os prefeitos precisam do governo e isso é uma grande atração”, explica Traiano. Para chegar a essa maioria esmagadora, o tucano conta com a adesão da maioria dos 13 deputados eleitos pelo PMDB, maior bancada da Casa. Oficialmente, o partido integrou a coligação que apoiou a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo. Mas passada a eleição, os peemdebistas logo negociaram o apoio à nova administração. Em troca, foram contemplados com a nomeação do ex-líder do governo Requião, deputado Luiz Cláudio Romanelli, como secretário de Estado do Trabalho. E com cargos na futura Mesa Executiva da Assembleia, na chapa de Valdir Rossoni (PSDB).

A lista de adesões inclui ainda parlamentares do partido do próprio Osmar Dias, o PDT. Logo após a eleição, os deputados da sigla, entre eles o fiel escudeiro de Osmar e presidente em exercício do partido, Augustinho Zucchi, afirmaram não ver razões para fazer oposição. Na época, o senador retrucou, afirmando não haver qualquer decisão da direção estadual de apoio a Richa, e defendendo que o partido permaneça na oposição, como determinou o resultado das urnas.

Por enquanto, o único partido que se coloca oficialmente como oposição é o PT, com sete deputados. O grupo deve ser reforçado por alguns parlamentares de outras siglas, como o PMDB e outros partidos.
A promessa de abertura de uma CPI do Porto para investigar o governo anterior que já aparece como primeira divergência entre oposição e governo. Para o deputado Ênio Verri (PT), a iniciativa não faz sentido. “Não se pode fazer trabalho duplo. A Polícia Federal está investigando. O que a CPI vai fazer a mais que a PF não pode fazer”, avalia.

O deputado Tadeu Veneri (PT) admite que em baixo número, a oposição terá pouca margem de manobra, o que não a impedirá de cobrar promessas de campanha do governador, como reajustes salariais para professores e policiais. (IS)

Se depender da vontade de seus líderes e dos próprios deputados, o governo Beto Richa (PSDB) não terá problemas para aprovar o que quiser na Assembleia Legislativa nesse início de mandato. Eleito com uma coligação de 14 partidos, que oficialmente conquistaram 25 cadeiras na Casa, o tucano se beneficiará da tendência contumaz de governismo dos parlamentares paranaenses, mesmo quando as urnas lhes indicaram o caminho da oposição. A previsão do líder do novo governo, deputado Ademar Traiano (PSDB) é de que a base aliada pode chegar a nada menos do que 40 dos 54 eleitos e reeleitos em 2010, o que inclui muitos deputados que na eleição, estavam no campo adversário.

“Deputados de verão” gastam R$ 19,2 mil com autopromoção

Via Gazeta do Povo

Os suplentes paranaenses Iris Simões (PR) e Flávio Antunes (PSDB) destinaram verba de gabinete para divulgar suas atividades políticas durante mês de recesso na Câmara

Dois dos quatro “deputados de verão” paranaenses, aqueles que assumiram em janeiro as vagas de parlamentares que deixaram os cargos para ocupar outras funções no governo estadual e federal, efetuaram gastos elevados da verba de custeio de atividade parlamentar para fazer propagandas pessoais.
Durante o mês em que esteve na vaga de Luiz Carlos Hauly, nomeado secretário de Estado da Fazenda, o deputado Iris Simões (PR) consumiu R$ 12 mil em “verba de divulgação da atividade parlamentar”. Todo esse recurso foi destinado ao jornal “Folha Curiti­bana”, um tabloide de periodicidade mensal distribuído gratuitamente no centro de Curitiba.

A publicação mantém um blog na internet, em cujo perfil afirma que sua “principal função é informar e contribuir no socialismo”. No blog, porém, não há nenhuma notícia sobre a atividade parlamentar de Simões neste mês – o que é incoerente com a finalidade da rubrica da cota parlamentar. Por outro lado, em janeiro não houve atividade na Câmara.

O deputado Flávio Antunes (PSDB), que remunerou em R$ 5 mil o jornal de Paranavaí “Diário do Noroeste”, região onde mantém sua base política. A reportagem não conseguiu contato com ele. Segundo informou a assessoria de imprensa do político ao jornal Folha de São Paulo, com a verba o tabloide destacou um repórter para cobrir e divulgar notícias diárias sobre as atividades de Antunes. Além disso, o deputado usou mais R$ 2,2 mil para custear serviços de vídeo e áudio, publicidade estática e consultoria.

Outros dois congressistas com mandatos breves tiveram gastos mais modestos. Luciano Pizzatto (DEM), que foi nomeado pelo governador Beto Richa (PSDB) diretor presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás) – função que assumirá esta semana –, gastou apenas R$ 316,55 em ligações telefônicas.

Já Airton Roveda (PR), que entrou na vaga de Cássio Taniguchi (DEM), atual secretário estadual do Planejamento, usou R$ 535,37 para enviar quatro correspondências via sedex para o exterior.

Recesso caro

Apesar de o Congresso estar fechado, em função do recesso parlamentar, e da brevidade do mandato, às vésperas do início da nova legislatura (2011-2015) que começa amanhã, 41 dos suplentes de deputado federal que assumiram mandatos de verão durante as férias legislativas usaram a verba de custeio de atividade parlamentar, consumindo R$ 186 mil só nessa rubrica. Além da propaganda dos mandatos, há gastos elevados com consultoria, aluguel de carros, restaurantes e serviços postais.

A posse dos suplentes está prevista na Constituição Federal, mesmo em uma época sem atividades legislativas. Na prática, nenhum deles pode participar de comissões temáticas, apresentar ou discutir projetos. Ainda assim, há os que se esforçam para aproveitar o mês de notoriedade.

Transparência

Além dos quatro deputados federais citados acima, outros quatro parlamentares paranaenses também cumpriram mandatos em janeiro. A senadora Danimar Cristina (PR) assumiu na vaga aberta pelo vice-governador Flávio Arns (PSDB). O mesmo aconteceu na Assembleia do Paraná. Durval Amaral (DEM) foi indicado para a Casa Civil, Wilson Quinteiro (PSB) para a Secretaria de Relações Comunitárias e Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) para a do Trabalho. Eles foram substituídos por Alisson Anthony Wandscheer (PPS), José Domingos Scarpelini (PSB) e André Pegorer (PMDB). Os sites do Senado e da Assembleia, porém, não atualizam os dados dos gastos em tempo real, nem divulgam os fornecedores dos serviços, como faz o portal de transparência da Câmara dos Deputados.

 Apenas no próximo mês se poderá saber quanto gastaram os parlamentares “tampão”, cujos mandatos acabam hoje.

Enxurrada causa morte, estragos e protesto na capital

Com informações da RPC

Idoso é arrastado pela água após ribeirão transbordar no bairro Xaxim. Foi o primeiro óbito causado pela chuva no estado em 2011


A dona de casa Aparecida Marcondes perdeu sofá e outros móveis depois
que o Ribeirão dos Padilhas transbordou e inundou a casa dela, em Curitiba

A chuva causou a primeira morte do ano no Paraná na noite do último sábado. Luiz Augusto Barino, 63 anos, foi arrastado pela enxurrada quando tentava atravessar a Rua Dante Honório, no bairro Xaxim, região Sul de Curitiba. Can­­sados dos alagamentos, os mo­­radores da região fecharam ontem quatro quadras da Rua Omar Raymundo Pichet em protesto.
O temporal também causou estragos em outros oito bairros de Curitiba e em três cidades da região metropolitana (Almirante Tamandaré, Campinha Grande do Sul e Colombo). Só na capital a Defesa Civil registrou 42 pontos de alagamentos. No Novo Mun­do, o aposentado Davi Si­­queira Cortes se feriu ao ter parte do quintal inundado pela água represada na casa do vizinho, que estava vazia. Parte da parede da residência ruiu.

Quatro casas foram interditadas pela Comissão de Segu­rança de Edificações e Imóveis (Cosedi) da prefeitura nos bairros Novo Mundo, Pinhei­rinho e Xaxim. Outras 20 foram notificadas por estar em área de ocupação irregular e em local de risco, à beira do Rio Ribeirão dos Padilhas.
O corpo de Barino foi localizado na manhã de ontem a cerca de 400 metros do local de onde foi arrastado. A tragédia ocorreu em frente à casa de Aparecida Marcondes, que assistiu o idoso ser levado pela água. Ela conta que seus filhos tentaram ajudar Barino, mas não conseguiram alcançá-lo. “A rua parecia um rio e a correnteza era muito forte”, lembra.
Minutos antes, Aparecida havia socorrido a mãe de 87 anos que mora com ela. A idosa foi retirada de casa pela janela quando a água chegava à altura da cintura e foi levada para o andar de cima da residência. Os netos de Aparecida, de 5 e 6 anos, que moram em outra casa no mesmo terreno, precisaram se agarrar às grades da janela para escapar da enchente. Na tarde de ontem, mãe e filha lamentavam pelos móveis, eletrodomésticos e alimentos perdidos. As duas casas foram invadidas pelo Ribeirão dos Padilhas, que transbordou com o temporal.
“A prefeitura quer tirar todo mundo dali, mas essa não é a solução. São mais de 300 casas e em 15 anos ninguém veio limpar o Ribeirão”, disse Everaldo Soares Cardoso, 38 anos, que ajudou o irmão a limpar a casa que fica a 40 metros do rio e também foi tomada pela água. Dono de uma gráfica, Cardoso fez campanha de arrecadação de doações para as famílias que teriam perdido tudo há cerca de 15 dias, quando outro temporal causou estragos nas residências da região. Ele era um dos moradores que protestaram ontem fechando a rua.
Alegando que as inundações por transbordamento do Ribeirão dos Padilhas pioraram depois da construção da Linha Verde, a população reivindica uma reunião com a prefeitura para solucionar o problema. Os moradores colocaram fogo nos móveis que foram destruídos pela água e obstruíram as ruas de acesso a Omar Raymundo Pichet. Até as 20 horas de ontem os manifestantes ainda permaneciam no local e nenhum representante da prefeitura havia aparecido.
De acordo com o inspetor chefe da Defesa Civil de Curitiba, Nelson de Lima Ribeiro, as áreas atingidas e as casas notificadas continuarão sendo monitoradas. Segundo ele, a situação no bairro é consequência do acúmulo de residências, da quantidade de lixo jogado no rio e da intensidade da chuva. “Choveu mais do que o normal. Partes do rio que nunca encheram antes transbordaram no sábado”, disse.
Conforme informações do Instituto Simepar, choveu 22 milímetros em Curitiba. A quantidade não é significativa se comparada com a média de chuva registrada até agora no mês de janeiro, que é de 172 milímetros. “Em Pinhais, por exemplo, cidade onde mais choveu na região metropolitana, foram 42 milímetros. O problema é que em menos de uma hora choveu 16 milímetros na capital”, explicou o meteorologista Reinaldo Kneib. A previsão na capital hoje é tempo abafado com mais pancadas de chuva e trovoadas no fim da tarde.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tadeu Veneri cutuca Beto Richa sobre o Porto

Com informações do Portal Bem Paraná


Tadeu Veneri (PT)


Richa disse que perdoa o pecador, mas não o pecado e o deputado do PT, Tadeu Veneri, chutou de bate-pronto.

 
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) também não perdeu a chance de cutucar o governador Beto Richa (PSDB) em relação ao caso envolvendo o Porto de Paranaguá. “Se os ex-diretores e envolvidos nas irregularidades do Porto devolverem o dinheiro também vão ser perdoados como o Ezequias?”, questionou Veneri.

A afirmação se refere as declarações de Richa sobre seu ex-chefe de gabinete, Ezequias Moreira, acusado de manter a sogra como funcionária “fantasma” da Assembleia Legislativa, e recentemente, nomeado para um cargo de diretor da Sanepar. Questionado sobre a nomeação, o governador alegou que Moreira já teria pago o que devia ao devolver o dinheiro, e usou uma citação bíblica dizendo sobre “perdoar o pecador e não o pecado”.

Após repercussão negativa, Alvaro Dias diz que doará pensão milionária para caridade

Com informações do Portal Tudo Paraná



Alvaro Dias: “É relativo isso [se é válido ou não pagar
 a aposentadoria a ex-governadores].


Um dia depois de evitar comentar o pedido para receber cinco anos de aposentadoria retroativa como ex-governador do Paraná, o senador Alvaro Dias (PSDB) disse ontem que pretende doar a instituições de caridade do estado o montante acumulado de R$ 1,6 milhão que ele teria direito a receber de valores “atrasados” do benefício. Ele também anunciou que vai fazer doações mensais a entidades beneficentes no valor da aposentadoria: R$ 24,8 mil.
Negando que o anúncio da doação tenha o objetivo de evitar o desgaste de sua imagem após a repercussão negativa da notícia, o tucano afirmou que apenas não pretendia fazer publicidade do assunto. Mas disse que se viu “obrigado” a falar sobre as doações diante das notícias veiculadas na imprensa. Alvaro declarou ainda que os políticos honestos são merecedores do benefício e que a causa dos problemas sociais no Brasil é a “roubalheira de alguns” e não a aposentadoria dos ex-governadores.

Questionado sobre o assunto na última quinta-feira, Alvaro disse que tinha “alguma razão” para fazer o pedido de valores retroativos, mas não revelou qual. Ele afirmou que pretendia esperar a definição do governo pela concessão ou não do benefício antes de comentar o assunto. “Não pretendia fazer propaganda [das doações]. Mas, infelizmente, houve quem se encarregasse disso e a propaganda [contra mim] foi feita de forma bastante eficiente”, declarou. Em alguns momentos da entrevista coletiva, Alvaro ficou com os olhos marejados e a voz embargada.

Atualmente, dez ex-governadores do Paraná e quatro viúvas de ex-chefes do Executivo estadual recebem R$ 24,8 mil por mês, o que totaliza R$ 4,51 milhões ao ano (contabilizados 12 pagamentos mais o 13.º salário). Além de pagar o benefício mais alto, o Paraná é o estado brasileiro que mais vai gastar com a aposentadoria de ex-governadores em 2011. A OAB vai questionar na Justiça pagamentos como esse em todo o país, alegando inconstitucionalidade.


Explicações

Governador do Paraná entre 1987 e 1991, Alvaro nunca havia solicitado o recebimento do benefício. Desde novembro do ano passado, porém, o senador passou a receber a pensão vitalícia como ex-governador, que totaliza R$ 18.673,21 mensais descontados os impostos. Além disso, amparado pela legislação, ele solicitou também o pagamento retroativo dos últimos cinco anos, o que representa R$ 1,6 milhão.

Segundo ele, a ideia era requerer o benefício em 2007. Mas, diante das discussões do processo eleitoral na época, disse ter optado por postergar o pedido. “Acompanho o drama que vivem as entidades de assistência social do estado e, desde 2007, venho amadurecendo a ideia de requerer a aposentadoria e fazer doações a essas instituições”, argumentou. “Quando requeri o pedido nem sabia a quanto teria direito retroativamente.” Alvaro ainda ressaltou que abriu mão de 15 anos de aposentadoria e, portanto, doou ao governo do Paraná R$ 4,8 milhões que, “constitucionalmente, pertenciam a ele”.

Ontem, o senador apresentou recibos dos primeiros repasses que fez à entidade Assistência Social Santa Bertilla Boscardin referentes aos dois meses que já recebeu de aposentadoria (novembro e dezembro de 2010). Chama a atenção, porém, o fato de um dos comprovantes trazer uma data futura: 30 de novembro de 2011. A assessoria do senador informou que houve um erro da entidade que recebeu a doação e que o recibo será substituído. A reportagem tentou contato com a instituição – uma creche que atende 90 crianças de 2 a 5 anos em Curitiba –, mas as ligações telefônicas não foram atendidas.

Destacando que a Assembleia Legislativa do Paraná rejeitou um projeto de sua autoria para acabar com a aposentadoria de ex-governadores na época em que era chefe do Executivo estadual, Alvaro disse que alguns políticos merecem o benefício, enquanto outros, não. Segundo ele, que preferiu não se colocar a favor ou contra o pagamento da aposentadoria, há políticos com 50 anos de vida pública que terminam a carreira na pobreza por terem sido honestos. “É relativo isso. O povo não imagina o quanto ganha quando tem um governante honesto. Mas a honestidade mora em poucas residências políticas”, disse. “As brutais diferenças sociais [no Brasil] não são por causa da aposentadoria de ex-governadores, mas da roubalheira de alguns.”

Movimento planeja lei Maria da Penha gay

Via Gazeta do Povo

Associação quer também a legalização do casamento civil entre homossexuais; bancada evangélica é contra as propostas



“Há um grupo muito grande de homossexuais que desistiu de brigar por migalhas. Não queremos mais, nem menos, queremos direitos iguais.” Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)

Paralelas à polêmica sobre o aborto, as discussões sobre a criminalização do preconceito contra os homossexuais (homofobia) e a legalização da união civil homoafetiva continuarão envolvendo o maior conflito ético-religioso no Congresso Nacional. E enquanto lideranças cristãs preparam ofensivas para restringir ainda mais o aborto, setores do movimento gay estudam mudar as propostas em tramitação para garantir mais igualdade de direitos.
Entre os planos estão a reivindicação do casamento civil pleno – e não apenas a união civil – e a adaptação do projeto de lei contra a homofobia em um texto nos moldes da lei Maria da Penha. “Há um grupo muito grande de homossexuais que desistiu de brigar por migalhas. Não queremos mais, nem menos, queremos direitos iguais”, diz o presidente da Associação Brasileira de Lés­­bicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.

As novas estratégias ainda dependem de aprovação da entidade, que promoverá um congresso em novembro. Reis adianta que há discussões até sobre o nome da legislação, inspirada na Lei Maria da Penha. Ela se chamaria Alexandre Ivo, em homenagem ao adolescente de 14 anos torturado e assassinado em São Gonçalo (RJ), no ano passado.
“Só criminalizar a homofobia não resolve, precisamos de algo mais abrangente”, defende. Em vigor desde 2006, a Lei Maria da Penha criou mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher, endureceu as penas e orientou a criação de juizados especiais para esses casos.
O deputado paranaense Hidekazu Takayama (PSC), que é pastor da Assembleia de Deus, afirma que o receio dos religiosos não é a penalização do preconceito, mas a interpretação que alguns juízes podem fazer da nova lei. “O que é homofobia? É falar algo em contrário aos homossexuais? Então até ler a Bíblia seria crime.”
No começo do mês, a bancada evangélica voltou a criar polêmica ao questionar a distribuição de kits de uma campanha contra a homofobia promovida pelo Ministério da Educação para 6 mil escolas de ensino médio no próximo semestre. O material, enviado apenas para os professores, é composto por uma cartilha e três vídeos – um deles, chamado “En­­contrando Bianca”, conta a história de um garoto homossexual. Segundo o MEC, o governo não voltará atrás.
Sobre o casamento, Reis diz que o Brasil deve trilhar o mesmo ca­­minho de Portugal, Espanha e Ar­­gentina. “Foram países que re­­duziram a discussão às leis. Partir do raciocínio bíblico não dá.”
O caminho mais curto para inovações nessa área, contudo, deve ser o Judiciário. Em fevereiro, o STF deve julgar uma ação movida pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que solicita a extensão dos direitos jurídicos das uniões estáveis às uniões homoafetivas para funcionários públicos civis do estado. A decisão deve servir de jurisprudência para outros casos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Professores reclamam de erros no PSS

Via Blog da Joice

Um erro no sistema de registro dos inscritos no Processo de Seleção Simplificado (PSS) pode ter alterado a classificação dos professores no concurso, que visa a contratação de pessoal para atuar em vagas temporárias nas escolas paranaenses. A reclamação partiu dos próprios docentes, que afirmam não terem sido computados dados como titulação e tempo de serviço. Essas informações valem pontos, determinantes no ranking de classificação dos professores. De acordo com a secretaria de estado da educação (Seed) foram mais de quatrocentos e quarenta e sete mil inscritos, e 2.668 candidatos entraram com recursos contra os resultados. Segundo a presidente da APP sindicato, Marley de Carvalho, a maioria das reclamações é sobre a falta de pontuação referente a tempo de serviço e titulações dos professores.

Os professores melhores classificados no PSS são chamados pelos núcleos para ocuparem vagas que sobraram no estado. Ontem (quarta-feira) a direção da APP sindicato se reuniu com representantes da Seed. De acordo com a superintendente de educação da secretaria, Merojí Cave, nos próximos dias a equipe deve avaliar se os erros foram no sistema ou no preenchimento da inscrição do processo.

A superintendente reconhece que os erros nos dados podem alterar a classificação dos inscritos, e o conseqüente enquadramento das vagas não preenchidas pelos professores concursados.

De acordo com a secretaria, a região que registrou mais reclamações referentes ao PSS foi Curitiba, com 400 recursos, seguido da área metropolitana norte, com mais de 300. Os núcleos regionais ficam responsáveis pela análise das reclamações, e o resultado deve ser divulgado na próxima semana.

Deputado Dr Rosinha pede o fim das aposentadorias dos ex-governadores

Via Blog Zé Beto

O deputado federal Dr. Rosinha (PT) desancou hoje o pagamento de aposentadorias para ex-governadores. Segue um resumo dos tiros disparados:

- “Esse privilégio é ilegal e imoral. Nem os ex-presidentes da República têm direito a isso. O Supremo Tribunal Federal precisa decretar o fim desse tipo de benefício e também cobrar a devolução dos recursos pagos indevidamente.” 

- Apenas no Paraná, nove ex-governadores e quatro viúvas de ex-governadores recebem o benefício, de R$ 24,5 mil por mês. Em todo o país, ao menos 60 pessoas detêm privilégio similar.
- O Estado do Paraná gasta, hoje, mais de R$ 300 mil por mês com tais pagamentos. Por ano, o valor supera R$ 4 milhões.

- “Detentores de cargos públicos devem se aposentar pelas mesmas regras a que são submetidos todos os trabalhadores”.

- Como a atual Constituição Federal não prevê o pagamento para ex-presidentes da República, todas as legislações estaduais relativas ao assunto não possuem amparo legal.

- “Curioso notar que Alvaro Dias, sempre de plantão para a mídia, ainda não comentou sua milionária e retroativa aposentadoria”. O senador que, além de receber a aposentaria como ex-governador, requereu ao governo do Paraná cinco anos de benefício retroativo, o que totalizaria mais de R$ 1,6 milhão.

- Os ex-governadores do Paraná que recebem aposentadoria são Paulo Pimentel (que exerceu o mandato entre 1966 e 1971); João Mansur (julho a agosto de 1973); Emílio Hoffmann Gomes (1973-75); Jayme Canet Júnior (1975-79); João Elísio Ferraz de Campos (maio de 1986 a março de 87); Alvaro Dias (1987-91); Roberto Requião (1991-94 e 2003-2010); Mário Pereira (abril de 1994 a dezembro de 1995); e Jaime Lerner (1995-2002).

- Entre as quatro viúvas brindadas com a regalia está Arlete Richa, mãe do atual governador, Beto Richa (PSDB).

Deputado propõe CPI do governo Requião

Via Paraná On Line

Douglas Fabrício (PPS)

Na onda das novas denúncias e investigações policiais contra a administração do Porto de Paranaguá durante o governo de Roberto Requião (PMDB), o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) anunciou que vai propor a instalação de uma Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) da Corrupção, na volta dos trabalhos na Assembleia Legislativa, a partir de 1º de fevereiro.
“Irregularidades na administração dos portos, na verdade, é só uma das muitas maracutaias deixadas pelo governo anterior”, enfatiza o parlamentar, que relembra problemas envolvendo o fundo de previdência dos servidores estaduais, o ParanáPrevidência; a Ferroeste e diárias de viagem na Secretaria de Estado da Educação.

“São pontos que já cobrávamos e que acho que a Assembleia pode tomar providências. O Paraná perdeu muito e não é porque terminou o governo que vamos passar uma borracha em tudo. Assim como a Assembleia Legislativa foi e está sendo passada a limpo, o governo Requião tem de ser passado a limpo também”, defende o deputado, ao lembrar que as informações solicitadas por ele sempre foram sonegadas pelo governo anterior.

O PPS fez parte da base aliada que elegeu o governador Beto Richa (PSDB). “O novo governo pegou um Estado sucateado, sem condições de investimento, e as investigações são necessárias para dar uma resposta para a sociedade. Problemas que são do governo anterior podem ficar nas costas do atual”, afirma.

Douglas Fabrício reconhece que seus pedidos anteriores para investigar atos do governo estadual não tiveram sucesso. “Já tentamos vários pedidos de informação, mas na época a base do governo barrou tudo”, diz.

Legalmente, é necessário que se obtenha a assinatura de pelo menos 18 deputados, um terço do quadro dos deputados da Assembleia, para que a CPI possa ser apresentada.
Depois, depende da presidência da Casa dar sequência ao projeto. “No início de fevereiro vou começar a conversar com outros deputados para pedir o apoio na instalação da CPI, começando pelos meus colegas de partido”, conta o parlamentar.

Em 2007, junto com Douglas Fabrício, o deputado Valdir Rossoni (PSDB) já havia tentado criar uma CPI da Corrupção para investigar escândalos do governo Requião.

Na época, o Porto de Paranaguá já era alvo de investigação pretendido pelos parlamentares, junto com a compra superfaturada de TVs laranjas (televisões de 29 polegadas de tela plana para as escolas estaduais, compradas da maior doadora da campanha eleitoral de Requião, a empresa Cequipel, que venceu licitação); uso de cartões corporativos; repasse e atuação de organizações não-governamentais no Paraná, além dos considerados excessivos gastos com publicidade.

A estratégia não deu certo e a CPI naufragou. A então bancada governista propôs a criação simultânea de cinco outras CPIs para obstruir a instalação da CPI da Corrupção.

Meio-ambiente, um pretexto para criminalização de comunidades

Áreas de ocupação urbanas localizadas na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e comunidades rurais do Paraná vivem situação semelhante: sem acesso à terra e moradia, ocupam áreas de preservação ambiental e são criminalizadas por isso

Pedro Carrano, de Curitiba (PR)
Edinubia Ghisi, especial para o Brasil de Fato


Maior programa de urbanização de favelas em áreas de manancial do Brasil. Maior montante de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Paraná. Essa é a primeira referência do projeto anunciado ao povo de Piraquara, ainda em 2007, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), por meio de comícios que contaram com a presença do ex-presidente Lula e da atual presidente, Dilma Roussef. Na sua vida cotidiana, porém, os moradores enfrentam contradições que o mapeamento não aponta. O projeto do PAC no bairro Jardim Guarituba, onde vivem 50 mil pessoas, prevê realocação para 803 famílias que vivem à beira de rios nessa região de bacia hidrográfica, responsável por grande parte do abastecimento de água de Curitiba. No plano, outros 8087 trabalhadores teriam acesso à posse da terra, aparte a promessa de saneamento para todas as famílias do lugar.

Entretanto, o programa não soube resolver a demanda reprimida por moradia. Hoje, o Guarituba é foco de descontentamento. Protestos espontâneos são feitos por melhores condições de vida. Água, transporte, asfalto. Surgem ocupações para reivindicar moradia: uma delas ocorreu em outubro e mobilizou 350 famílias. Sabe-se que o programa na região enfrenta problemas de atraso nos recursos previstos, da ordem de R$ 98,4 milhões. De acordo com planilha da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) apenas 13% das obras de habitação foram encaminhadas. Envolvendo empreiteiras, recursos da Caixa Econômica e do governo federal, o PAC para a RMC de Curitiba atinge o total de R$ 486 milhões.  A reação contra os ocupantes no Guarituba foi exemplar: cerca de mil policiais, 50 oficiais e 110 carros da PM fizeram ação de despejo, no dia 02 de dezembro, requerido pelo Ministério Público. A justificativa mais visível: não deixar que se repitam ocupações em áreas de preservação ambiental. Porém, o saldo é que mais de 50 famílias neste exato instante sobrevivem em situação precária, alojados em um colégio municipal, lonas e madeirites erguidos. Passado tanto tempo, já não podem voltar à situação anterior, quando eram moradores de favor ou “homens de aluguel”, para usar a auto-referência de Marcos, um dos ocupantes. Todos aguardam o próximo despejo.

A região concentra intensa movimentação: migrantes de outros estados e regiões do entorno. A geógrafa Rosa Moura, do Observatório das Metrópoles, indica que empreendimentos, a exemplo do PAC e das obras da Copa do Mundo, conformam áreas em valorização. Sem políticas consistentes de moradia, o povo local deixa de ser bem-vindo. É o que acontece em Piraquara, também na cidade de Pinhais. “E por que o Estado se preocupa agora com a regularização?”, questiona Rosa Moura. “Desde os anos 1960 e 1970, deixaram de ser periferia e passaram à franca valorização. São construídos condomínios fechados, como o Alphaville Pinhais, com apelo enorme. A fronteira da periferia metropolitana está sempre em expansão, de forma que as boas áreas são ocupadas pelas pessoas de maior renda e expulsando o restante para áreas de ocupações”, completa.  
 
Afastados das áreas valorizadas, os ocupantes ainda têm contra eles o discurso de destruição ambiental, amparado por argumentos técnicos. Um discurso seletivo, que recai sobre o povo pobre e desconsidera os projetos do capital, uma vez que fábricas, motéis, condomínios de luxo não são acusados de estar à margem de mata ciliar. “(O estacionamento) da Renault está no mesmo mapeamento que a gente, de área de preservação ambiental. Fazemos divisa com eles, uma cerca só nos separa, mas a Renault gera dinheiro, e a gente não gera nada para eles (a Prefeitura)”, exclama Cláudia Antonia Roberto, liderança do Jardim Itaqui, em São José dos Pinhais. Ali, mais de 80 famílias não conseguem a regularização e escritura da casa, em área que o governo do Paraná definiu ser uma região de vazante de cheias (projeto de wetland) mas que na prática abrigava a extração de areia feita por uma mineradora.
Fora da agenda política A base social para as ocupações são trabalhadores não contemplados pelos programas de moradia para faixas acima de três salários mínimos. Essa fração responde por 85,4% do déficit habitacional de 260.648 domicílios. Essa análise é corrente e parte desde especialistas, como a geógrafa Rosa Moura, à lideranças das áreas de ocupação nos bairros Caximba e Guarituba, visitados pelo Brasil de Fato. Somado à insuficiência dos projetos, Rosa Moura acrescenta que áreas públicas são visadas por possuir uma vigilância menor comparado à áreas privadas, além da possibilidade de pressão direta sobre o Estado.

Na avaliação de Rosa Moura, o Ministério das Cidades deveria ter uma atribuição diferente. Seu surgimento se deu no mesmo contexto do Estatuto das Cidades. Mas a tarefa do ministério, dada no governo Lula ao ministro Márcio Fortes, cujo partido é o PP, ilustra a falta de atenção na agenda por moradia popular e digna. “O governo Lula teve mais facilidade em criar empregos com carteira do que resolver o problema da moradia. (...) O Ministério das Cidades foi concebido na época do Olívio Dutra (PT) com princípios, como romper com a especulação imobiliária, mas outra vez a moradia perdeu posição na importância da agenda pública”, reflete.

Ermínia Maricato, arquiteta e secretária de habitação da prefeitura de São Paulo de 1989 a 1992, define que a moradia segue inacessível à população trabalhadora e frações da classe média, devido ao mercado privado e restrito. Apenas recentemente, de acordo com a arquiteta, a classe média passa a ter acesso. Este contexto, de acordo com ela, é o que motiva as ocupações urbanas em áreas de mananciais, matas ciliares e áreas de preservação. “A classe trabalhadora ocupa. Compra o lote ilegal. Muitos desses em área de proteção dos mananciais. O que é adequado para ocupar não chega à classe trabalhadora”, descreve. 

 “Não dá pra dizer ilegalidade e informalidade. Há uma hipocrisia muito grande que acompanha esse discurso. Essa situação não é a exceção, mas a regra. Então, a classe trabalhadora se instalou dessa forma, a mais barata, porque a moradia não faz parte do custo da força de trabalho (...) Não se aplica o Estatuto das Cidades. A Serra do Mar (SP) vai continuar sendo ocupada. Pelo fato de que o trabalhador não evapora”, completa.

Meio-ambiente para quem?

Política do governador recém eleito Beto Richa (PSDB) para o setor de habitação está colocada à prova
Quatro grandes ocupações em Curitiba, realizadas desde 2007, foram processos com elementos semelhantes: os trabalhadores organizam-se de modo espontâneo ou, em alguns episódios, sob convocatória dos próprios grileiros da terra, preocupados em vender o terreno, em conluio com prefeituras e cartorários. Em poucos dias, porém, a demanda reprimida por moradia faz com que o número de famílias se multiplique, e a questão ganhasse nova dimensão política e social.

Um dos coordenadores da ocupação no bairro da Caximba, que abriga 450 famílias desde o dia 29 de outubro, apresenta uma pasta com documentos de inscrição da Cohab de Curitiba. No volume, alguns comprovantes de inscrição datam de 1992. O local onde se encontra a ocupação, perto de região de afluentes do rio Iguaçu, é um descampado formado por cavas e antigas áreas de mineração. Sobre as denúncias de ocuparem uma área de “preservação permanente”, as lideranças apontam o inverso, uma vez que o local servia de local para desmanche de carros. Daniel, um dos coordenadores, enumera projetos do capital – caso do shopping center Barigui – localizados próximos à áreas de rio e nem por isso importunados pelo agente de justiça.

Não é apenas a terminologia de “invasão”, mas a política que, em primeiro lugar, coloca o assunto a ser resolvido como questão jurídica, defende Rosa Moura, do Observatório das Metrópoles. A síntese dessa criminalização, no caso da Caximba, foi a tentativa de despejo realizada logo no início da ocupação, promovida pela Guarda Municipal, sem documentos de reintegração de posse e sem atribuição, em terreno estadual. “Filmamos e eles saíram correndo, levando as nossas ferramentas embora”, comenta Beth, que mudou com os filhos de outra região da cidade para lá. Para ela, é tudo ou nada, uma vez que não há como voltar atrás depois mais de meses. 

Nesses casos, a resposta das autoridades parece ser a remoção imediata. Solução existiria, garante as lideranças. Cláudia Antonia Roberto, do Itaqui, em São José dos Pinhais, já fez de sua casa um espaço rodeado de horta familiar e vegetação nativa, o que poderia ser uma política da comunidade, caso houvesse regularização. “Não seria um problema, se eles quisessem fazer uma vila ecologicamente correta, a gente aceitaria, arrumaria mudas de árvores, se organizaria no modelo de vila agroecologica, mas eles não querem”, critica.

De acordo com dados da Cohab Curitiba, a cidade possui mais de 12 mil famílias sobre zonas de proteção ambiental. Desde 2007, a companhia realocou 1,8 mil famílias à margem de rios desde 2007.

Movimento Passe Livre luta contra o Tarifaço


 
Por conta da licitação fraudulenta, a máfia político-empresarial que explora o transporte coletivo de Curitiba há décadas ficou inviabilizado de aplicar o golpe do tarifaço juntamente com seus colegas em nível nacional. O BONDE ?OU ARRASTÃO DO TARIFAÇO? atingiu até o momento 17 cidades brasileiras.
 
Desde a fundação do MPL jamais se teve um aviso prévio do aumento da tarifa. Isso deu, ao movimento, certo fôlego para organizar e encampar a campanha contra o tarifaço. A princípio foi chamado uma reunião ampla com as várias organizações e juntos construir a primeira batucada contra o tarifaço. Lançada a campanha, foram mais de quatro semanas para obterem cerca de 7 mil assinaturas para o abaixo assinado contra o tarifaço. Distribuiram mais de 15mil panfletos junto a intervenções pula catraca, atos com megafone, lambes, etc. Foram feitos mais três batucadas e a cada manifestação mais pessoas foram mobilizadas integraram na luta.

No ano de 2010, o MPL Curitiba esteve muito envolvido na questão do transporte contra a falsa licitação do transporte coletivo (uma velha bandeira de luta da esquerda que se mostrou um fracasso). No dia nacional de luta pelo passe livre mais uma vez denunciaram a precariedade do transporte coletivo, o altíssimo preço da tarifa injustificável, os acidentes fatais que são cada vez mais recorrentes na cidade. Incentivaram a organização de um sindicato de motoristas e cobradores paralelo através de uma conversa com a categoria.

No mês de setembro quando o movimento ganhou as capas dos quatro principais jornais da capital por decretar a morte do transporte coletivo na cidade, onde plantaram mais de cem cruzes para lembrar as vítimas fatais do transporte coletivo e no mesmo dia um ônibus biarticulado bateu em quatro carros onde feriu mais de 17 pessoas.

Junto aos trabalhadores construiram o 1 de Maio compondo uma mesa junto a intelectuais ligados à mobilidade urbana e luta pelo transporte coletivo .
Ocuparam a câmara dos vereadores por duas vezes para exigir explicações sobre a demora dos resultados sobre a falsa licitação.

E após um ano de silêncio sobre o caso de agressões e prisão de militantes do MPL chamaram um evento contra a criminalização dos movimentos sociais para buscar mais visibilidade à luta e à legitimidade das causas reivindicatórias dos movimentos sociais no Brasil.

Iniciaram o ano sendo vítimas de um ataque brutal aos seus militantes resultado desse acúmulo de luta e reivindicação incessante durante 2010. Os aparelhos do estado brasileiro chegaram a ser procurados, e, diante de sua absoluta apatia, desinteresse e desídia, demonstrou claramente que é muito mais apto a criminalizar e reprimir movimentos sociais do que protegê-los.

O aumento em Curitiba ainda não se concretizou, mas várias fontes do governo já reafirmaram que haverá, porém nenhuma data fixada até o momento. Isso dará ainda mais amplitude da campanha à luta na cidade.

Operação Dallas: PF vai investigar existência de mais contratos irregulares

Via Tudo Paraná

Empresas do ex-superintendente Daniel Souza, preso na quarta-feira, podem ter outras ligações suspeitas com o Porto de Paranaguá


Segundo a PF, a CBL teria desviado 10 mil toneladas de grãos por ano.
 Sócio da empresa se entregou ontem (Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo)



A delegacia da Polícia Federal (PF) em Paranaguá abriu ontem quatro inquéritos para apurar as irregularidades investigadas na operação Dallas, que resultou na prisão de dez pessoas, entre elas o ex-superitendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) Daniel Lúcio de Oliveira de Souza. Nos próximos dias, ao menos 50 pessoas devem ser chamadas para depor. A PF investiga um esquema de desvio de grãos no Porto de Paranaguá, fraude em uma licitação e contratações ilegais.

Segundo a investigação, quatro empresas controladas por Souza eram favorecidas em contratos de prestação de serviço com o porto. O objetivo agora é descobrir se essas empresas tinham outros contratos.
Segundo a PF, Eduardo Re­­quião, ex-superintendente da Appa e irmão do ex-governador Roberto Requião, será intimado para depor. Outro que deverá ser ouvido é Luís Mussi, ex-secretário especial do governo do estado e suplente de Roberto Requião no Senado. A casa Mussi em Curitiba e três imóveis de Eduardo Requião (um na capital paranaense e dois no Rio de Janeiro) foram alvo de busca de apreensão na quarta-feira. Ao todo, foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão.

Oito acusados de envolvimento foram presos na quarta-feira. Ontem, outras duas pessoas se apresentam na sede da PF em Curitiba. Já estão presos Fabricio Slaviero Fumagalli, um dos sócios da Companhia Brasi­leira de Logística (CBL), e um funcionário da empresa, que não teve o nome divulgado pela PF. A CBL é acusada de desviar até 10 mil toneladas de grãos por safra e lucrar até R$ 8,5 milhões com a venda de soja e açúcar ilegais.

A operação Dallas foi criada para apurar o desvio de cargas no porto de Paranaguá, mas os policiais descobriram outras irregularidades durante a investigação, que incluiu escutas telefônicas e monitoramento de e-mails durante seis meses. A partir de agora, o principal desafio é desvendar os esquemas de fraude em licitações, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha e superfaturamento de contratos.
O delegado-chefe da PF em Paranaguá, Jorge Luiz Fayad Nazário, nomeou ontem o delegado Sérgio Luis Stinglin de Oliveira para conduzir os quatro inquéritos. Fayad afirmou que as nove pessoas ouvidas até agora negaram participação nos crimes. A operação foi desmembrada em quatro inquéritos para facililtar a investigação.

Cada inquérito irá detalhar um dos quatro crimes investigados: desvio de grãos no terminal da CBL; corrupção passiva e ativa na tentativa de compra de uma draga em 2009, em que seriam desviados US$ 5 milhões para companhas eleitorais; o direcionamento de licitações para a realização de estudos ambientais pelas empresas Acquaplan, Ecoport e Fundação Terra (que eram controladas indiretamente por Souza); e o favorecimento da empresa Petroil, responsável pela limpeza do cais.

Segundo a PF, a Petroil também pertence a Souza. “Apren­demos documentos que mostram que ele é dono da Petroil. Até então, nós imaginávamos que ele recebia propina da empresa”, disse Fayad. Com excessão do desvio de grãos, Souza é apontado como o articulador de todos os outros crimes.

Prorrogação das prisões

Segundo o delegado Sérgio Luis Stinglin de Oliveira, desde ontem o trabalho dos agentes tem sido organizar e detalhar os documentos apreendidos. Ele não descartou a possibilidade de pedir a prorrogação das dez prisões temporárias decretadas pela Justiça. Elas têm validade por cinco dias e terminam no domingo.

Souza foi preso no Rio de Janeiro, com R$ 65 mil e uma nota promissória de R$ 800 mil, emitida por um terminal portuário. Ele deverá ouvido hoje (o depoimento, inicialmente marcado para ontem, foi adiado por causa do feriado de São Sebastião, padroeiro do Rio). Os demais estão presos na carceragem da PF em Curitiba.

SiSU fecha com mais de 2 milhões de inscrições

Via Agência Estado

O número de inscritos no país representa aproximadamente um terço do total de candidatos que realizaram o Enem em 2010. Até a madrugada desta quinta-feira (20), o curso mais concorrido da UFPR era Direito noturno, com 169 candidatos por vaga

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) registraram às 23h59 de quinta-feira (20), depois de cinco dias, 2.020.157 inscrições efetuadas por 1.080.194 candidatos. O número de inscritos representa aproximadamente um terço do total de candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010.
Dentre os 3,2 milhões de estudantes que fizeram as provas estão incluídos além dos que se inscreveram no Sisu, aqueles com o objetivo de conseguir a certificação do ensino médio; os que pretendem vagas no ProUni; os que pretendem bolsas no FIES e os treineiros.

O resultado com a lista de aprovados na primeira chamada será divulgado na segunda-feira e estará disponível para consulta no site do Sisu e pela Central de Atendimento do Ministério da Educação (MEC), pelo telefone 0800.616161. Os candidatos selecionados deverão efetuar a matrícula na instituição de ensino em que foram aprovados nos dias 27, 28 e 31 de janeiro. Nesta edição do Sisu, são oferecidas 83.125 vagas em 83 instituições públicas de Ensino Superior.
Paraná
Segundo a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a última parcial do Sisu, divulgada pelo Ministério da Educação na madrugada desta quinta-feira (20), apontava um total de 18.510 inscrições para as 388 vagas de concorrência geral oferecidas pela instituição no sistema. A proporção é de 47,7 candidatos por vaga.
Confira aqui as notas de corte de cada um dos 85 cursos da UFPR no Sisu (de acordo com a última parcial).
Além das 388 vagas de concorrência geral, a UFPR oferece 68 vagas para candidatos que sempre estudaram em escolas públicas e outras 68 para candidatos negros. No total, são 524 vagas da UFPR no sistema.
Os cursos da UFPR com maior concorrência no Sisu são direito noturno (169 candidatos por vaga), publicidade e propaganda (168,7) e biomedicina (158,3).
O curso com menor concorrência na UFPR é o de aquicultura em Palotina (9,7 candidatos por vaga).
A maior nota de corte na UFPR é a do curso de medicina (escore de 818,08 pontos no Enem). A menor, a de Aquicultura em Palotina (639,58).
Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) são ofertadas 3.150 vagas em 82 cursos e 12 cidades. Até as 6h desta quinta, o curso de Arquitetura e Urbanismo, do câmpus Curitiba, era o mais concorrido, com 54,41 candidatos por vaga. A relação é referente apenas às vagas de ampla concorrência.
Segundo a última atualização do SiSU, a UTFPR tinha 22.038 inscrições nas 1.575 vagas de ampla concorrência. Concorrendo a estas vagas, o candidato com maior nota (798,62) se inscreveu para o curso de Engenharia Eletrônica, do câmpus Curitiba. Também é de Curitiba o curso com maior nota de corte (747,70): Engenharia Civil.
Além das vagas de ampla concorrência, a UTFPR oferece outras 1.575 destinadas a alunos que realizaram todo o Ensino Médio em escolas públicas.

O Estado do Paraná deixa de ser impresso

Via Caixa Zero

O empresário Paulo Pimentel anunciou oficialmente o fim da versão impressa do jornal O Estado do Paraná. Um dos mais importantes diários do estado, o jornal continuará existindo apenas na versão on-line.

O jornal, fundado em 1951, completaria 60 anos de impresso em julho. Mas o grupo continuará imprimindo apenas a Tribuna do Paraná, que nasceu para ser a segunda marca do conglomerado e acabou se tornando o mais vendável dos dois jornais.

Paulo Pimentel já havia vendido suas televisões em anos recentes. As emissoras, afiliadas ao SBT, foram repassadas a Ratinho, do Grupo Massa.

O Estadinho, como era conhecido, chegou a ser o jornal mais importante do Paraná, mas vinha perdendo tiragem nos últimos anos.

Em entrevista à rádio CBN, Paulo Pimentel afirmou que não haverá demissão de jornalistas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Em março, presidenta Dilma visita Argentina, Uruguai e Paraguai





No próximo mês de março, a presidenta Dilma Rousseff vai visitar os três parceiros do Mercosul: Argentina, Uruguai e Paraguai.

Ao Paraguai, a visita está agendada para o dia 26 de março. Em Assunção, Dilma pretende ampliar as parcerias na área social – saúde, educação e erradicação da pobreza – e ratificar o acordo sobre a venda da energia excedente da Itaipu Binacional.

Pelo acordo, haverá um reajuste de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões sobre a taxa anual de cessão paga ao Paraguai pela energia não usada na usina. Outro tema, segundo o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, é a regularização dos mais de 90 mil brasileiros que vivem no Paraguai.

Pedro Paulo é o novo presidente da Comissão da Copa


Pedro Paulo (PT)


O vereador Pedro Paulo (PT) é o novo presidente da Comissão da Copa, criada pela Câmara Municipal de Curitiba para acompanhar a realização do campeonato mundial de futebol na cidade.

A decisão foi tomada dia 11/01/2011, após reunião entre os parlamentares. A vaga foi aberta com a saída do vereador Mario Celso Cunha, nomeado secretário especial para Assuntos da Copa do Mundo pelo governador Beto Richa.

O novo relator é Juliano Borghetti (PP). Em 2011, a Comissão da Copa contará com o retorno do vereador Algaci Tulio (PMDB), que volta ao Legislativo após ter integrado o governo estadual, ocupando o cargo hoje exercido por Mario Celso.

O vereador Zezinho do Sabará, empossado nesta semana, também integrará a equipe, hoje composta por Aladim Luciano (PV), Jair Cézar (PSDB), Julião Sobota (PSC), Julieta Reis (DEM), Renata Bueno (PPS), Roberto Hinça (PDT) e Pastor Valdemir Soares (PRB). “Vamos trabalhar em conjunto com todas as esferas administrativas: o governo federal, estadual e municipal”, afirmou Pedro Paulo

Ex Deputado vai a Júri Popular


O ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Júnior será levado a júri popular. A decisão foi tomada pelo juiz da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, Daniel Surdi Avellar. Ainda não há data marcada para o julgamento.

A decisão significa que Carli Filho será julgado por duplo homicídio com dolo eventual. Ou seja: o juiz considera que o ex-deputado sabia que estava correndo riscos de matar alguém ao dirigir na velocidade que dirigia.
Caso seja condenado pelo júri, Carli Filho pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, segundo o advogado de acusação, Elias Mattar Assad.

O ex-deputado causou um acidente no dia 7 de maio de 2009, no Campo Comprido, em Curitiba. Duas pessoas morreram na hora: Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida.

O advogado das vítimas, Elias Mattar Assad, não falou ainda sobre a decisão, mas promete uma entrevista coletiva para hoje às 15 horas para dar detalhes sobre o assunto.
Carli Filho foi levado ao Conselho de Ética da Assembleia, mas renunciou antes de ser julgado. Na eleição de 2010, seu irmão, Bernardo Carli, disputou uma vaga pelo PSDB e atualmente é primeiro suplente da coligação.

O juiz Daniel Avellar não apenas aceitou a tese de duplo homicídio doloso eventual como também incluiu uma qualificação no crime por “tentar tornar impossível” o trabalho da Justiça.
O juiz ainda aceitou, igualmente, os indícios de embriaguez do ex-deputado, apesar de as provas técnicas terem sido embargadas. Aparentemente, os testemunhos das pessoas que afirmaram ter visto Carli Filho na noite do acidente foram suficientes para comprovar que ele estava alcoolizado, na opinião do juiz.

FONTE: GAZETA DO POVO – CAIXA ZERO

Dois ônibus batem em Santa Felicidade



Um ônibus da linha Fernão Dias e outro da empresa Rimatur bateram na manhã desta segunda-feira, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba. No acidente, 9 dos 25 passageiros que ocupavam o ônibus Fernão Dias ficaram feridos, uma passageira com gravidade. A colisão ocorreu na esquina das ruas Toaldo Tílio e Domingos Strapasson, por volta das 7h30.

As vítimas foram encaminhadas para os hospitais Evangélico e Cajuru. A mulher ferida com mais gravidade sofreu fratura exposta em um braço e também sofreu fraturas nas pernas. O acidente teria sido provocado pelo ônibus da Rimatur, que tinha apenas o motorista como ocupante. Ele não teria conseguido parar no sinal vermelho devido à pista molhada e atingido a lateral do coletivo.

Sete paranaenses na lista dos mais ausentes da Câmara

Com informações da Agência Câmara e Congresso em Foco

 

Affonso Carmargo: tucano líder em faltas. 

Levantamento divulgado ontem pelo site Congresso em Foco mostra que sete deputados federais paranaenses faltaram a mais de 100 sessões da Câmara Federal na legislatura que está se encerrando. O Paraná fechou o período de quatro anos com uma média de 57,9 faltas por deputado. Os campeões foram o tucano Affonso Camargo e o peemedebista Odílio Balbinoti, que superaram as 120 faltas, cerca de 30% das 422 sessões realizadas no período. Com 127 faltas, Affonso Camargo (PSDB) foi o mais ausente dos deputados paranaenses. Ele deixou de registrar presença em 127 sessões. Em 91 delas, apresentou justificativa. Logo atrás de Camargo ficou Odílio Balbinoti (PMDB) com 123 faltas e apenas 43 justificadas. Completam a lista dos que faltaram a mais de 100 sessões Alfredo Kaefer (PSDB - 109 faltas), Takayama (PSC - 108), Cesar Silvestri (PPS -104), André Vargas (PT - 103) e Chico da Princesa (PR - 100).

Já proporcionalmente, o mais faltoso do Paraná foi o peemedebista André Zacharow. Licenciado da Câmara durante a maior parte da legislatura, para exercer o cargo de secretário de representação do Paraná em Brasília, Zacharow só exerceu mandato por um período de 159 sessões, e faltou a 49 delas, 30,8% do total. A deputada Nice Lobão (DEM-MA) foi a mais ausente da legislatura, com 240 faltas, 56,9% do total.

A média de 57,9 faltas por deputado coloca o Paraná na 11ª posição entre as bancadas mais assíduas. O ranking é liderado, obviamente, pelo Distrito Federal, com 21,3 faltas em média, já que seus parlamentares não precisam viajar para as bases. As bancadas mais faltosas são as do Acre (91,1 faltas por deputado), Pernambuco (75,3) e Amazonas (72,8).
Dos dez deputados que mais acumularam ausências na atual legislatura, quatro não apresentaram nenhum projeto de lei ou proposta de emenda constitucional durante os quatro anos. São eles: Jader Barbalho (PMDB-PA), que renunciou ao mandato em novembro, Ciro Gomes (PSB-CE), Nice Lobão (DEM-MA) e Vadão Gomes (PP-SP). No caso de Jader, além das ausências e de não apresentar propostas legislativas, o deputado paraense ostenta também outro título negativo: o de não ter comparecido a nenhuma reunião de comissão durante a legislatura.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cardozo defende apuração de suposto desvio na Funasa

Via Agência Estado

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu a apuração, e em caso de irregularidade, punição do suposto desvio de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão ligado ao Ministério da Saúde, que foi apontado por auditoria da Controladoria Geral da União.

"Se houver qualquer irregularidade, deve ser duramente punida", disse. De acordo com a edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo, o desvio de recursos pode ter ultrapassado R$ 500 milhões.

O ministro ressaltou que a presidente Dilma Rousseff deixou claro para sua equipe de governo que não seja conivente com qualquer tipo de desvio. "Tudo tem de ser apurado e, havendo comprovado envolvimento de pessoas, tem de haver punição", afirmou. As declarações foram feitas após encontro na tarde de hoje com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Nepotismo volta ao debate



Com informações da Gazeta do Povo, do blog do Nikoska e do Lado BA prática do nepotismo no Paraná avança a passos largos. Não é à toa que Ricardo Costa de Oliveira, cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná – UFPR – vai lançar novo livro A Teia do Nepotismo, ainda no primeiro semestre de 2011. Ricardo faz uma longa relação da contratação de parentes por parte dos políticos paranaenses.

Em 2001, o cientista lançou O Silêncio dos Vereadores, um dos mais comentados livros de política do Paraná. Nele, Ricardo mostra que a cena política local é e sempre foi dominada por algumas poucas famílias que se perpetuam no poder. A Teia do Nepotismo faz uma longa relação da contratação de parentes por parte dos políticos paranaenses. Segundo o professor, o Paraná é um Estado onde a prática mais prospera.

Recentes casos confirmam a tese. Roberto Requião nomeou três irmãos para cargos públicos, além da própria mulher, Maristela.

Agora Beto Richa faz o mesmo. São inúmeros os parentes nomeados para o governo que se inicia e para a Prefeitura de Curitiba. Ducci, de olho nas eleições de 2012, também praticou o nepotismo cruzado. Isso significa dizer que muitos parentes de Beto vão ganhar salários do governo e da Prefeitura de Curitiba. Veja quem são eles:

José “Pepe” Richa Filho ficou com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. Irmão mais velho do governador, Pepe foi secretário municipal de Administração durante as duas gestões Beto na Prefeitura. Antes havia sido diretor administrativo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) durante a última gestão do governador Jaime Lerner.

A mulher de Beto, Fernanda Richa, vai comandar a pasta da Família e Assistência Social. Fernanda era presidente da Fundação de Ação Social de Curitiba, até se desincompatibilizar para poder ajudar o marido na campanha eleitoral.

Detalhe: as duas pastas, a da Família e Desenvolvimento Social e de Infraestrutura e Logística foram criadas especialmente para acomodar a parentela.

Primo de Beto, o zootecnista Marcos Traad, também conhecido como Dr. Dolittle, sai do zoológico direto para o Detran. Órgão que concentra um terço de toda a arrecadação do governo do Estado.

O novo secretário de Turismo do Paraná, Faisal Saleh, é primo de Beto.


Nepotismo cruzado – Quando chegou a vez de renovar o secretariado, Ducci fez a festa do nepotismo. Nomeou a própria mulher para a FAS, num nepotismo direto; e pôs dois parentes do padrinho político, Beto Richa, no primeiro escalão, no típico exemplo de nepotismo cruzado. A primeira nomeada, para a Fundação Cultural, foi Maria Cristina Andrade Vieira, a tia da futura primeira-dama estadual Fernanda Richa. Já ao nomear Marcello Richa secretário de Esportes, garantiu que a terceira geração da família receba vencimentos do erário.

Muito justus para o ‘novo’ Beto´- Para um cargo na Cohapar, foi nomeado Nelson Cordeiro Justus, filho do deputado-pivô do escândalo Diários Secretos, Nelson Justus. Isso revela o interesse de Beto em manter proximidade com o pai do moço.

Nomeado diretor da Sanepar, Antônio Carlos Salles Belinati, é filho do grande apoiador de Beto em Londrina, o deputado estadual londrinense Belinati. Também ganhou uma diretoria da Sanepar o fiel colaborador Ezequias Moreira. Ele é genro da “sogra fantasma” do gabinete do Beto na Assembleia Legislativa.

A Súmula - A nomeação de parentes para cargos políticos, como o de secretário estadual e municipal, não é proibida pela súmula antinepotismo, editada em 2008 pelo STF.


Na avaliação do cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, a prática não condiz com o discurso de modernização da administração adotado por durante a campanha eleitoral.

Decepção - Para quem esperava alguma ‘novidade’ ou mesmo um rompimento com o grupo de Lerner e o de Requião, viu ruir qualquer esperança de mudança. Além de repetir algumas ações do último governador, como a contratação indiscriminada de parentes, Beto ainda mostra que está mais próximo do que nunca do grupo lernista. Afinal, ele nomeou Cassio Taniguchi, do DEM, secretário do Planejamento. O mesmo cargo que o ex-prefeito exerceu no governo Lerner.