
Via Blog do Nikoska
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anunciou nesta terça-feira (15), na Câmara Municipal de Curitiba, que o contrato com a empresa Consilux, que gerencia 140 radares e cerca de 40 lombadas eletrônicas na Capital, foi cancelado. Segundo Ducci, o serviço será estatizado.
A Consilux, junto com outras duas empresas da Região Curitiba (Perkons e Dataprom), foram acusadas por reportagem do Fantástico, veiculada neste domingo, de oferecer propinas a gestores corruptos e de apagar multas e infrações de trânsito em Curitiba. As denúncias reacenderam especulações com relação ao acidente que envolveu o ex-deputado Fernando Ribas Carli, que resultou na morte de dois jovens.
A vereadora Professora Josete (PT) considera acertada a medida adotada pela Prefeitura. “No entanto, ainda continuamos exigindo uma CPI para investigar a fundo a execução do contrato para a operação dos radares em Curitiba, afinal de contas, se não há problemas envolvendo a Prefeitura, os atuais gestores não têm o que temer”, afirma.
Seis parlamentares já assinaram o pedido de CPI que está sendo proposta pela Bancada de Oposição na Câmara.
Explicações da URBSA Oposição também sugeriu que o presidente da URBS, Marcos Isfer, preste esclarecimentos aos vereadores sobre as denúncias relacionadas à suposta Máfia dos Radares. Isso deve ocorrer na próxima semana, conforme anúncio da Liderança do Prefeito.
Contrato milionárioEm 2008, o então prefeito de Curitiba, Beto Richa, respondeu a um pedido de informações encaminhado pela Bancada do PT sobre o contrato com a Consilux. Segundo ele, no exercício de 2007, o total de multas de trânsito arrecadado pela URBS foi de R$ 45,93 milhões.
O valor total repassado à Consilux, no período de 07/06/2004 a 31/10/2008, foi de R$ 40,52 milhões.
O valor total repassado à Consilux, no período de 07/06/2004 a 31/10/2008, foi de R$ 40,52 milhões.
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