Chove na cidade e muitas ruas de Curitiba voltam a ficar todas esburacadas.
Bastou uma chuva para que um velho problema conhecido dos curitibanos volte com força total. Buracos começam a aparecer nas ruas e dificultar a vida de quem precisa transitar pela cidade.
Na Rua José Nicolletti na altura do número 145, no Ahu, um destes buracos atrapalha a vida dos moradores e carros precisam desviar pelo meio da pista, onde passa uma linha de ônibus. A situação, além de trazer prejuízos materiais, pode prejudicar a segurança do tráfego.
Na Rua Benvenuto Gusso, no Boa Vista, os moradores protestam contra a quantidade de buracos. “O povo paga IPTU, IPVA e ter as ruas desse jeito é uma vergonha”, reclama o comerciante João Carlos Belachi.
Para Josani Elisa Zalewski, moradora do mesmo bairro, os buracos já trouxeram prejuízos. Ela conta que quebrou a roda do carro ao passar por um deles, e que o problema é generalizado no bairro. “Eu acho um abuso essa situação uma vez que a gente paga tanto imposto e eles não arrumam as ruas”.
Juçara Vistuba, que também mora no Boa Vista, diz que as ruas mais próximas ao centro da cidade não enfrentam tantos problemas e é preciso mais atenção do poder público aos bairros. “O miolo do bairro eles esqueceram, mas na hora de pedir voto eles estão aqui”, reclamou.
Segundo ela, a rua por onde passa a linha de ônibus está pior. “O ônibus fica desviando dos buracos e a gente parece uma bolinha de ping pong”.
Celso Silva, morador da Rua União da Vitória desde 1978, também reclama das condições de tráfego. “Nós pagamos este antipó. A gente precisava que eles fizessem asfalto definitivo”, disse. Silva afirma que os buracos precisam ser cobertos constantemente e mesmo com o trabalho a rua está sempre esburaca, o que reduz o valor dos imóveis na região. “Eles cobriram esses buracos umas trezentas vezes”, desabafa.
Na Rua Lange de Morretes, no Bacacheri, um buraco localizado antes de uma curva obriga os carros a desviarem na contramão com pouca visibilidade, o que pode trazer sérios problemas de segurança. Gustavo Luiz Ansay, que mora no bairro há 23 anos diz que as obras na região são constantes e mesmo assim a rua está sempre esburacada. “Volta e meia cai um carro neste buraco. Dá até para escutar o barulho”, conta.
Serafina Schechtel também sofre com os buracos da Rua Alberto de Oliveira, no Bairro Alto. Segundo ela, o imposto pago à Prefeitura precisaria ser melhor aplicado. “Eles vivem remendando, mas não dura nada. Remenda, remenda e está sempre na mesma situação. É uma colcha de retalhos”, conta.

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