Com informações do Paraná On Line
O deputado Tadeu Veneri (PT) admite que em baixo número, a oposição
terá pouca margem de manobra, o que não a impedirá de cobrar promessas de
campanha do governador, como reajustes salariais para professores e policiais. (IS)
“Não tem um deputado que não queira entrar na base. Os prefeitos precisam do governo e isso é uma grande atração”, explica Traiano. Para chegar a essa maioria esmagadora, o tucano conta com a adesão da maioria dos 13 deputados eleitos pelo PMDB, maior bancada da Casa. Oficialmente, o partido integrou a coligação que apoiou a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo. Mas passada a eleição, os peemdebistas logo negociaram o apoio à nova administração. Em troca, foram contemplados com a nomeação do ex-líder do governo Requião, deputado Luiz Cláudio Romanelli, como secretário de Estado do Trabalho. E com cargos na futura Mesa Executiva da Assembleia, na chapa de Valdir Rossoni (PSDB).
A lista de adesões inclui ainda parlamentares do partido do próprio Osmar Dias, o PDT. Logo após a eleição, os deputados da sigla, entre eles o fiel escudeiro de Osmar e presidente em exercício do partido, Augustinho Zucchi, afirmaram não ver razões para fazer oposição. Na época, o senador retrucou, afirmando não haver qualquer decisão da direção estadual de apoio a Richa, e defendendo que o partido permaneça na oposição, como determinou o resultado das urnas.
Por enquanto, o único partido que se coloca oficialmente como oposição é o PT, com sete deputados. O grupo deve ser reforçado por alguns parlamentares de outras siglas, como o PMDB e outros partidos.
A promessa de abertura de uma CPI do Porto para investigar o governo anterior que já aparece como primeira divergência entre oposição e governo. Para o deputado Ênio Verri (PT), a iniciativa não faz sentido. “Não se pode fazer trabalho duplo. A Polícia Federal está investigando. O que a CPI vai fazer a mais que a PF não pode fazer”, avalia.
O deputado Tadeu Veneri (PT) admite que em baixo número, a oposição terá pouca margem de manobra, o que não a impedirá de cobrar promessas de campanha do governador, como reajustes salariais para professores e policiais. (IS)
Se depender da vontade de seus líderes e dos próprios deputados, o governo Beto Richa (PSDB) não terá problemas para aprovar o que quiser na Assembleia Legislativa nesse início de mandato. Eleito com uma coligação de 14 partidos, que oficialmente conquistaram 25 cadeiras na Casa, o tucano se beneficiará da tendência contumaz de governismo dos parlamentares paranaenses, mesmo quando as urnas lhes indicaram o caminho da oposição. A previsão do líder do novo governo, deputado Ademar Traiano (PSDB) é de que a base aliada pode chegar a nada menos do que 40 dos 54 eleitos e reeleitos em 2010, o que inclui muitos deputados que na eleição, estavam no campo adversário.

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