sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Movimento Passe Livre luta contra o Tarifaço


 
Por conta da licitação fraudulenta, a máfia político-empresarial que explora o transporte coletivo de Curitiba há décadas ficou inviabilizado de aplicar o golpe do tarifaço juntamente com seus colegas em nível nacional. O BONDE ?OU ARRASTÃO DO TARIFAÇO? atingiu até o momento 17 cidades brasileiras.
 
Desde a fundação do MPL jamais se teve um aviso prévio do aumento da tarifa. Isso deu, ao movimento, certo fôlego para organizar e encampar a campanha contra o tarifaço. A princípio foi chamado uma reunião ampla com as várias organizações e juntos construir a primeira batucada contra o tarifaço. Lançada a campanha, foram mais de quatro semanas para obterem cerca de 7 mil assinaturas para o abaixo assinado contra o tarifaço. Distribuiram mais de 15mil panfletos junto a intervenções pula catraca, atos com megafone, lambes, etc. Foram feitos mais três batucadas e a cada manifestação mais pessoas foram mobilizadas integraram na luta.

No ano de 2010, o MPL Curitiba esteve muito envolvido na questão do transporte contra a falsa licitação do transporte coletivo (uma velha bandeira de luta da esquerda que se mostrou um fracasso). No dia nacional de luta pelo passe livre mais uma vez denunciaram a precariedade do transporte coletivo, o altíssimo preço da tarifa injustificável, os acidentes fatais que são cada vez mais recorrentes na cidade. Incentivaram a organização de um sindicato de motoristas e cobradores paralelo através de uma conversa com a categoria.

No mês de setembro quando o movimento ganhou as capas dos quatro principais jornais da capital por decretar a morte do transporte coletivo na cidade, onde plantaram mais de cem cruzes para lembrar as vítimas fatais do transporte coletivo e no mesmo dia um ônibus biarticulado bateu em quatro carros onde feriu mais de 17 pessoas.

Junto aos trabalhadores construiram o 1 de Maio compondo uma mesa junto a intelectuais ligados à mobilidade urbana e luta pelo transporte coletivo .
Ocuparam a câmara dos vereadores por duas vezes para exigir explicações sobre a demora dos resultados sobre a falsa licitação.

E após um ano de silêncio sobre o caso de agressões e prisão de militantes do MPL chamaram um evento contra a criminalização dos movimentos sociais para buscar mais visibilidade à luta e à legitimidade das causas reivindicatórias dos movimentos sociais no Brasil.

Iniciaram o ano sendo vítimas de um ataque brutal aos seus militantes resultado desse acúmulo de luta e reivindicação incessante durante 2010. Os aparelhos do estado brasileiro chegaram a ser procurados, e, diante de sua absoluta apatia, desinteresse e desídia, demonstrou claramente que é muito mais apto a criminalizar e reprimir movimentos sociais do que protegê-los.

O aumento em Curitiba ainda não se concretizou, mas várias fontes do governo já reafirmaram que haverá, porém nenhuma data fixada até o momento. Isso dará ainda mais amplitude da campanha à luta na cidade.

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